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O Espirito da Maldade
O Espirito da maldade, que promove aflições para muita gente, vendo, em determinada manhã, um ninho de passaros felizes, projetou destruir as pobres aves.
A mãezinha alada, muito contente, acariciava os filhotinhos, enquanto o papai voava, à procura de alimento.
O espirito da maldade notou aquela imensa alegria e exasperou-se. Mataria todos os passarinhos, pensou consigo. Para isto, no entanto, necessitava de alguem que o auxiliasse. Aquela ação exigia mãos humanas. Começou, então, a buscar a companhia das crianças. Quem sabe algum menino poderia obedecê-lo?
Foi a casa de Joãozinho, filho de Dona Laura, mas Joãozinho estava muito ocupado na assistência ao irmão menor, e, como o espirito da maldade somente pode arruinar as pessoas insinuando-se pelo pensamento, não encontrou meios de dominar a cabeça de João. Correu à residencia de Zelinha, filha de Dona Carlota. Encontrou a menina trabalhando, muito atenciosa, numa blusa de tricô, sob a orientação materna, e, em vista de achar-lhe o cérebro tão cheio das idéias de agulha, fios de lã e peça por acabar, não conseguiu transmitir-lhe o propósito infeliz. Dirigiu-se, então, à chácara do senhor Vitalino, a observar se o Quincas, filho dele, estava em condições de servi-lo. Mas Quincas, justamente nessa hora, mantinha-se, obediente, sob as ordens do papai, plantando varias mudas de laranjeiras e tão alegre se encontrava, a meditar na bondade da chuva e nas laranjas do futuro, que nem de leve percebeu as idéias venenosas que o espirito da maldade lhe soprava na cabeça.
Reconhecendo a impossibilidade de absorvê-lo o gênio do mal lembrou-se de Marquinhos, o filho de Dona Conceição. Marquinhos era muito mimado pela mãe, que não o deixava trabalhar e lhe protegia a vadiagem. Tinha doze anos bem feitos e vivia de casa em casa a reinar na preguiça. O espirito da maldade procurou-o e encontrou-o, à porta de um botequim, com enorme cigarro à boca. As mãos dele estavam desocupadas e a cabeça vaga.
- "Vamos matar passarinho?" - disse o espirito horrível aos ouvidos do preguiçoso.
Marquinhos não escutou em forma de voz, mas ouviu em forma de idéia.
Saiu, de repente, com um desejo incontrolável de encontrar avezinhas para a matança.
O espirito da maldade, sem que ele o percebesse, conduziu-o, facilmente, até à árvore em que o ninho feliz as carícias do vento. O menino, a pedradas criminosas, aniquilou pai, mãe e filhotinhos. O gênio sombrio tomara-lha as mãose, após o assassínio das aves, levou-o a cometer muitas faltas que lhe prejudicaram a vida, por muitos e muitos anos.
Somente mais tarde é que Marquinhos compreendeu que o espirito da maldade somente pode agir, no mundo, por intermédio de meninos vadios ou de homens e mulheres votados à preguiça e ao mal.
*Francisco Cândido Xavier
Da obra: Alvorada Cristã
Ditado pelo espirito Neio Lúcio, capítulo 48 FEB
Escrito por Mestre Fabiano às 14h30
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Exu não é do mal
Lamentável. Profundamente lamentável.
Esta é uma das expressões que mais passam pela mente dos verdadeiros e estudiosos umbandistas que, ao percorrerem alguns terreiros, verificam quão distorcido é o conceito sobre a figura dos Exus, espíritos mal compreendidos, mas que, apesar disto, continuam a contribuir eficazmente para os trabalhos de Umbanda.
Antes de dissertarmos sobre estes humildes trabalhadores espirituais, que não medem esforços para minorar o sofrimento humano, necessário se faz buscar a etimologia (origem) do nome Exu, assunto que tem encontrado vasto campos de discussões.
Basicamente existem três correntes de pensamento, ou doutrinárias, como queiram, que tentam explicar o nascedouro do vocábulo Exu.
A primeira corrente afirma que a palavra Exu seria uma corruptela ou distorção do nomes Esseiá/Essuiá, significando lado oposto ou outro lado da margem, nomenclatura dada a espíritos desgarrados que foram arrebanhados para a Lemúria, continente que teria existido no planeta Terra.
A Segunda corrente assevera que o nome Exu seria uma variante do termo Yrshu, nome do filho mais moço di imperador Ugra, na Índia antiga. Yrshu, aspirando ao poder, rebelou-se contra os ensinamentos e preceitos preconizados pelos Magos Brancos da império. Foi totalmente dominado e banido com seus seguidores do território indiano. Daí adveio a relação Yrshu / Exu, como sinônimo de povo banido, expatriado.
A terceira corrente afirma que o nome Exu é de origem africana e quer dizer Esfera.
Saliente-se que entre os hebreus encontramos o termo Exud, originário do sânscrito, significando também povo banido.
Ainda hoje, apesar dos esforços direcionados a uma maior estudo no meio umbandista, os Exus são tidos, pelos que não conhecem suas origens e atribuições, como a personificação individualizada do mal, o diabo incorporado.
Tal imagem é fruto de más interpretações dadas por pessoas que, não tendo a devida cautela em avaliar fatos e objetos de culto, passaram a conferir aos Exus o título de mensageiros das trevas.
Na África, em cultos nativos, o Exu, então orixá mensageiro, era ligado ao elemento fogo, o que para as doutrinas judaico-cristã era e é a ferramenta do diabo para fazer arder as almas pecadoras no inferno, sendo assemelhado por isto a lúcifer.
Suas representações eram em formas de falos, significando a energia, a reprodução, o nascer de novo, a continuidade.
Viajantes que por aquele continente passavam, deparando-se com tal quadro, vincularam os Exus a divindades da perdição sexual, da orgia, atributo conferido a satanás.
Esta imagem pejorativa de Exu-Orixá foi erroneamente absorvida e difundida por alguns umbandistas, sobretudo aqueles que tiveram passagem por cultos africanistas, o que fez com que uma gama de espíritos de certa evolução que vieram à Umbanda desempenhar funções mais terra-a-terra, fossem equiparados a falangeiros do mal, sendo até hoje os Exus simbolizados por figuras grotescas, com chifres, rabos, pés de bode, tridentes, sendo tal imagem do mal pertinente a outros segmentos religiosos.
Em realidade os Exus constituem-se em uma notável falange de abnegados espíritos combatentes de nossa Umbanda.
São hierarquicamente organizados e realizam tarefas atinentes à sua faixa vibratória.
São os elementos de execução e auxiliares dos Orixás, Guias e Protetores, tendo, entre outras tarefas, a de serem as sentinelas das casas de Umbanda, de policiarem o baixo astral e anularem trabalhos de baixa magia.
Ao contrário do que pensam alguns, têm noção exata de Bem e Mal.
São justos, ajudando a cada um segundo ordens superiores e merecimento daquele que pede auxílio.
São os Exus que freiam as ações malévolas dos obsessores que atormentam os humanos no dia-a-dia.
São os vigilantes ostensivos, a tropa de choque que está alerta contra os kiumbas, prendendo-os e encaminhando-os à Colônias de Regeneração ou Prisões Astrais.
Em algumas ocasiões baixam em templos de Umbanda, ou mesmo em templos de outras religiões, espíritos que tumultuam o ambiente, promovendo espetáculos circenses, galhofas, e se comportando de maneira deselegante para com os presentes, xingando-os e proferindo palavras de baixo calão.
Comportamento como estes não devem ser imputados aos Exus, e sim aos Kiumbas, espíritos moralmente atrofiados e que ainda não compreenderam a imutável Lei de Evolução, apegados que estão aos vícios, desejos e sentimentos humanos.
Os Kiumbas, para penetrarem nos terreiros, fingem ser Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças etc., cabendo ao Guia-chefe da Casa estar sempre vigilante ante a determinadas condutas, como palavrões, exibições bizarras, ameaças etc.
Um outro aspecto importante que merece ser suscitado diz respeito a alguns "médiuns" infiltrados no Movimento Umbandista.
Despidos das qualidades nobres que o ser humano necessita buscar para seu progresso espiritual, contaminam e desarmonizam os locais de trabalhos espirituais.
Tentam impressionar os menos esclarecidos com gracejos, malabarismos, convites imorais, encharcados de aguardente.
"Desincorporados", atribuem aos Exus e Exus Bombogiras (polo feminino) tais comportamentos.
Fatos como estes são afetos a pessoas sem escrúpulos, moral ou ética, pessoas perniciosas. Mau-caracteres, aproveitam a imagem distorcida de Exu para exteriorizarem o seu verdadeiro "eu".
Este "médiuns" não raras vezes, acabando caindo no ridículo, ficam desacreditados, dando margem, segundo a Lei de Afinidades, a aproximação e posterior tormento por parte dos obsessores.
Os Exus são espíritos que, como nós, buscam a evolução, a elevação, empenhando-se o mais que podem para aplicarem as diretrizes traçadas pelo Mestre Jesus.
É bem verdade que em seu estágio hierárquico inicial os Exus ainda têm um comportamento às vezes instável, cabendo aos verdadeiros umbandistas o dever de não deixar que se desvirtuem de seu avanço espiritual.
Porém, nada que justifique serem rotulados de crituras fantasmagóricas, horrendas e repugnantes.
Fantamagóricos, horrendos e repugnantes são aqueles que difundem esta visão de Exu, fazendo com que os iniciantes no culto fiquem temerosos quando um Exu se manifesta.
Aqueles sim são kiumbas encarnados, que prestam um desserviço à religião, promovendo o terror, a obscuridade, o conflito, a confusão. Diminuem os Exus à condição de espíritos interesseiros, astutos e cruéis; que são maus para uns e bons para outros, dependendo dos agrados ou presentes que recebam; de moral duvidosa, fumando os melhroes charutos e bebendo os melhores uísques.
A que ponto pode chegar a ignorância humana em visualizar estes seres espirituais como meros negociantes ilícitos, fazendo dos terreiros balcão de negócios, em total dissonância com o bom senso e a Lei Suprema.
Exu não é marionete. Exu não é o diabo.
Exu é símbolo de dinamismo, aperfeiçoamento espiritual constante.
Salve os Compadres !
Salve as Comadres !
Laroyê Exu !!!!
FONTE- JORNAL UMBANDA HOJE
Escrito por Mestre Fabiano às 16h07
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Exu não é fofoqueiro
É comum nos depararmos com a seguinte afirmação de alguns umbandistas: “Tudo eu sei. Não adianta me trair, falar mentiras, que eu tenho um exú que faz com que a verdade de alguma forma chegue até mim. Cedo ou tarde eu fico sabendo de tudo”. Geralmente, quando ocorre tal afirmação, a intenção de quem pronuncia este tipo de frase é de intimidar os ouvintes e forçar a fidelidade através do medo. Muitas vezes, já ouvimos isto da boca de dirigentes de terreiros. O desejo das pessoas que falam este tipo de absurdo é tornar quem escuta, reféns de uma capacidade que elas na verdade não possuem.
Escolhem o Exú como a entidade que realiza este papel por alguns motivos:
1) o peso que a entidade Exú possui na imaginação das pessoas (força cega que faz o bem e o mal, dependendo da ordem que lhe for dada e do pagamento que lhe for ofertado), logo pode vir a ser usado para aplicar punições;
2) por considerarem esta entidade como aquela que trata dos assuntos mais terrenos (demandas, dinheiro, amor, magia etc.), o que referenda a sua capacidade de agir conforme ordenado.
3) Exú também é o mensageiro dos Orixás ou como dizem o escravo, logo servindo também de “menino de recados”.
4) as lendas e tradições que falam da necessidade de se aplacar a ira de Exú, antes de se iniciar qualquer ritual, para que o mesmo não provoque nenhum problema, o que faz de Exú uma entidade chegada a armar um maior barraco, como se diz no popular.
Baseado nestas crenças, Exú serve então, muito bem, para mensageiro e revelador de intrigas, mentiras, traições etc.
Nada mais absurdo e ignorante!
Exú é o executor da justiça kármica! É uma entidade com hierarquia, direitos de trabalho dentro da Umbanda/Quimbanda bem definidos. Tem responsabilidades e respondem por seus atos, assim como todos nós. Exús são espíritos evolutivos e trabalham sim, para combater as demandas, bruxarias, feitiçarias e demais situações, que exijam o seus conhecimentos milenares nestes tipos de causas.
Não são forças cegas, como desejam alguns. São entidades justas, pois executam esta justiça. Cobram aquilo que é necessário cobrar e estão sempre sob a ação da Lei Kármica Divina.
Respondem aos Orixás como executores da Lei e não como seus escravos.
Para Exú não existe o que é certo e errado e sim o que é justo e merecido, seja isto aos olhos de quem recebe bom ou ruim.
Em outras palavras Exú é que faz as coisas acontecerem. Isto apenas para ficar em algumas de suas principais características e funções.
Agora, voltando ao caso acima descrito, realmente a pessoa que pronuncia a frase que iniciamos o texto, tem sim uma capacidade ou um dom...
Esta capacidade ou dom é chamado de FOFOCA. O mensageiro não é um Exú, mas sim uma entidade (ser humano) chamado de FOFOQUEIRO(A).
O que acontece é que as pessoas e locais onde normalmente ocorrem este tipo de situação, vivem e se alimentam constantemente de intrigas, confusões, leva-e-traz, disse-me-disse e toda sorte de artimanhas produzidas pelo mexerico e especulações.
Quando se trata do dirigente a situação se agrava e compromete toda a coletividade.
Ao se sentir traído, ao querer apurar uma história, ao se deparar com a mentira, por que não chamar os envolvidos e manter uma conversa franca, um diálogo aberto, na tentativa de que prevaleça a verdade e se encontre uma solução para o caso?
Não optando por este caminho, válido e saudável para a vida espiritual e material da coletividade, preferindo se informar e formatar o seu juízo de valor pela conversa de outros, o dirigente demonstra incapacidade, fragilidade moral, medo e extrema covardia.
Fatos como este provocam uma rede emaranhada de problemas em um terreiro. Quando se percebe, a desunião e a dispersão dos adeptos já está de tal forma, que não é mais possível fazer a união.
Alerta, irmão umbandistas! Se uma situação como esta existirem em suas casas espirituais, lembrem-se, que o objetivo da Umbanda é um só: a prática do bem, do amor, da caridade, a evolução espiritual dos adeptos e de quem bate a porta.
Exú não tem nada haver com esta rede de intrigas.
Exú não é fofoqueiro!!!
FONTE: CAIO DE OMULU http://umbandasemmisterio.blogspot.com/
Escrito por Mestre Fabiano às 16h04
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Impressão ou Intuição
Boa noite fios,
Véia veio aqui tentar explicar algumas coisas que estão atrapalhando o desenvovedor dos médiuns de trabalho aqui nessa terra tão bonita.
Véia não sabia como ia começar e pediu ajuda de irmãos para fazer falador.
Nós tudo tem observado que fios num anda prestando atenção nas intuições que são dadas por nós.
Muitas vezes somos nós que estamos querendo dar recado, aviso e também mostrar que fio não anda agindo muito certo nas suas atitudes e decisões. Nós não podemos interferir no livre arbítrio de cada um de suncês, mas podemos ajudar em algumas coisas.
Mas suncês fios num dão atenção a nada que vem das entidades de luz. Quando fios têm intuição que é para seguir a estrada da vida por um lado, lado esse fios, que nem sempre o começo é fácil, mas lá no final nós já vimos que é o melhor para suncês. Aí suncês falam:
- Acho que estou ficando doido, como posso seguir por ali se tem uma montanha na frente do caminho?
Então suncês param e pensam que foi coisa do camutuê de suncês e acham que foi apenas uma impressão e que nunca as Entidades iriam deixar suncês ir pelo lado mais complicado e às vezes o mais doloroso. Agora, se um carnado diz prá suncês que outro carnado fez cafunga (macumba) prá suncês pronto! Todos suncês percebem a presença do irmão que ainda não teve a oportunidade de seguir sua caminhada até a luz, suncês percebem que o canzuá (casa) está cheio de esprito, percebem tudo, menos nós que estamos sempre querendo ajudar na caminhada.
Porque fios, isso cuntece?
É falta de confiança em si mesmo, é falta de querer ser independente e sabe por que? Porque é muito fácil ter Mãe ou Pai no Santo para recorrer em todas as situações em que suncês se vêem espremidos né fios? É só chegar no terreraco e falar:
- Mãe no Santo, eu não consigo dormir, estou vendo coisas no meu canzuá e tenho ficado todo rupiado (arrepiado), não sei porque!? Eu só sou médium de cantar, dá para participar da desobsessão hoje?
Fios, suncês estão dentro de um terreraco, fazem parte de um corpo mediúnico e não querem sentir nada? Muitas das vezes somos nós que estamos tentando aparecer prá suncês, porque se falar num tá diantando, nós tenta mostrar, e os rupios é nós que muitas vezes estamos pertinho para tentar acalentar um coração triste ou um camutuê confuso.
É difícil para nós, mas não é impossível. Nós espera o tempaco que for para fio de terra se equilibrar, mas nós só podemos esperar se fio de terra quiser nós do lado.
Então fios, comecem a prestar mais atenção aos nossos recados, não deixem que nenhuma folha caia no chão despercebida, confie em suncês e em nós, que aqui do outro lado vamos estar acreditando e cuidando de suncês.
Mas nunca se esqueçam que nem sempre o caminho mais limpo e mais curto é o melhor para suncês.
Não pensem que tudo é impressão e não intuição.
Que o Pai Maior abençoe todos suncês e que os corações de suncês se sintam envolvidos de amor, fé e esperança, pois é isso que tudo nós temos por suncês.
Saravá todo povo de Congo!
Saravá todo povo de Mina!
Saravá todo povo da Bahia!
Saravá todo povo de Nagô!
Saravá todo povo de Cabinda!
Saravá todo povo de Angola!
Saravá a falange de Santo Antônio!
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Vovó Luiza da Bahia
Médium Elizabeth Caetano Drumond
Psicografado em 02/08/2008
Para ajudar a quem não está acostumado com essa linguagem entender melhor o texto:
Cafunga - macumba
Camutuê - cabeça
Canzuá - casa
Tempaco - tempo
Terreraco - terreiro
Tópico Postado por Amigo Executor na Comunidade "Estudos Espiritismo e Umbanda"
Escrito por Mestre Fabiano às 11h59
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FALANGE DOS PRETOS VELHOS
O Preto-Velho na Umbanda é um conselheiro por excelência da gente moça do século que segue. Sua natureza racial expressa naturalmente boa-vontade, paciência, tolerância, mansuetude e alegria que se configuram na música, na dança mágica, vigorosa e jubilosa, no gestual comedido, na fala calma e mansa de quem já compreendeu perfeitamente que a vida é a suprema doação do Grande Ser OLÓRUN ou ZAMBI.
Desencarnados, ampliaram seu seno de observação sobre si mesmos e sobre as pessoas encarnadas da dita sociedade brasileira de consumo, imitadora do Primeiro Mundo.
Originários dos cinco milhões de descendentes dos quais quase um terço optou pela nova e genuína religião implantada no plano físico, no Brasil de 1908.
Aproximaram-se dos sinhozinhos e sinhazinhas através da mediunidade – ponte entre os dois planos – para prestarem favores de alma para alma. Descobriram que este intercâmbio gera moeda de evolução para uns e outros, quando bem sucedido; e esses favores se estendem até o último do desencarne de seus tutelados, na hora extrema, conduzindo-os seguramente aos familiares consangüíneas que foram antes para o plano das emoções e ansiosos aguardam pela chegada dos que aqui ficam.
Convém realçarmos esta relação entre médium, protegidos e almas desencarnadas; além de orientarem no cotidiano seus protegidos que freqüentam as casas de Umbanda orientando-os para que sigam um procedimento digno e fraterno para com os semelhantes, os Pretos-Velhos, Caboclos, Boiadeiros, Exus e Pomba-Giras estão atentos e preparados para oferecerem (convém repetirmos) a proteção última ao caminheiro de Umbanda até o temido e enigmático portal da morte, que separa o plano físico do plano astral que se abre para o "outro lado da vida".
Relação médium-guia: Os Pretos-velhos são de certa forma bem tolerantes com seus protegidos, sinhozinhos e sinhazinhas. Não se aborrece facilmente, mas quando acontece, são duros e exemplares no castigo e na indiferença. Pregam sobretudo e renovação moral dos seus tutelados em todos os sentidos.
Força da natureza: observadores atentos de todos os fenômenos físicos e astrais do planeta.
Expressão: boa-vontade, paciência, tolerância, mansuetude, alegria, comedimento.
Datas comemorativas: suas festas são realizadas por todo mês de maio. Nelas é servida a famosa feijoada e, de sobremesa, os doces típicos (queijadinha,pé-de-moleque, bolo de aipim, mãe-benta, quindim, pamonha, cocada-puxa e tantas outras guloseimas) da cozinha baiana e também de outros Estados brasileiros. Não se pode deixar de consignar o dia 13 de maio de 1888, data de Abolição da Escravatura no Brasil.
Composição: Agrupamentos distintos das várias nações africanas (Angola, Congo, Luanda, etc). Com o passar do tempo esta diferença está se esvaecendo.
Hierarquia: Seguem ao guia-chefe do templo, que tanto pode ser um Caboclo, como um Boiadeiro ou um Preto-Velho.
Saudação: "Adorei as Almas", "Abença, Preto-Velho", "Abença, pai Joaquim" (ou nome que tenha a entidade). Também se usa o "Abença, vovô (ó)", "Abença tiazinha"
Pontos cantados: Existem mais de uma centena, verdadeiras relíquias da Umbanda. Podem ser pontos de raiz ou pontos elaborados por compositores-ogãs, certamente inspirados por essas entidades maravilhosas.
Pontos riscados: de acordo com a Linha/Falange.

Indumentária: nada especial. Geralmente usam traje branco, mas em dias de festa e para agradar os Pretos-Velhos, o médium pode usar roupas de xadrezinho.
Local preferido: Quando não estão no Terreiro adoram as redondezas das Casas Coloniais.
Cor: da preferência de cada um, embora prefiram cores claras e o indefectível xadrezinho.
Cor da guia: usam colares confeccionados com sementes e miçangas a gosto da própria entidade.
Ervas utilizadas: exímios curadores através das plantas (sementes, raízes, casacas, folhas e frutos), os Pretos-Velhos, em sua maioria, sempre se voltaram para a medicina vegetal, embora reconhecendo a importância da alopatia, da homeopatia, da medicina alternativa e do advento da ciência nuclear dos dias de hoje com prolongamento natural para o plano astral, onde também se processa a cura de várias doenças.
Flores: gostam de todas, principalmente das de tonalidade clara.
Frutos: a gosto de cada um.
Mineral: nada especifico.
Planeta: Apreciam as fases lunares e o Sol.
Dia da semana: segundas-feiras, domingos e feriados.
Comidas secas: aipim e fruta-pão cozidos, mingaus diversos, principalmente o mungunzá, acaçá, acarajé e demais quitutes da cozinha africana.
Bebidas: café adocicado ou não, vinho tinto, água, garapa etc.
Escrito por Mestre Fabiano às 16h46
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COMUNIDADE NO ORKUT DE PONTOS EM MP3 DE UMBANDA E CANDOMBLÉ
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=7156967
Classificação: 
Participe desta comunidade no Orkut de pontos em mp3 de umbanda e candomblé... Com diversos pontos para baixarem...
Categoria: Link
Escrito por Mestre Fabiano às 10h15
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MP3 DE UMBANDA E CANDOMBLÉ DOWNLOAND
http://www.4shared.com/account/dir/4306734/62a2a2bd/sharing.html?rnd=28
Classificação: 
MINHA PÁGINA DE PONTOS EM MP3 DE UMBANDA E CANDOMBLÉ... EXUS, POMBOS GIRAS, ZÉ PELINTRA/MALANDROS, CABOCLOS, PRETOS VELHOS, CRIANÇAS/ERÊS, FALANGEIROS DOS ORIXÁS, TOQUES DE NAÇAÕ...
Categoria: Link
Escrito por Mestre Fabiano às 09h51
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AS MÁS QUALIDADES DE UM MÉDIUM
*A presunção de achar que só incorpora espíritos extraordinários, MELHOR do que os outros ou que incoporra a própria DIVINDADE. Isto é mais comum do que parece.
*Os mercenários que só trabalham por dinheiro ou beneficios, achando que aqueles que batem-lhe à portavêm "aborrecer" sua folga. Por isto, devem pagar, e muito bem, pelos seus "serviços".
*Os que acham que os Guias é que devem servir seus caprichos e que, nunca ao contrário, são instrumentos ou fazem parte de uma equipe de trabalho. Invocam-nos para punir ou perseguir pessoas que são seus DESAFETOS, sem importar-se com a JUSTIÇA DIVINA.
*Os ambiciosos que entram na mediunidade porque não terão patrão, ganharão muito dinheiro e se aposentarão cedo, ambicionando mansões e carros importados à custa de sua mediunidade, sem a menor fé.
*Os suscetíveis a não escutar, jamais, quando uma entidade resolve dar-lhes conselhos ou nunca aceitam a sugestão do dirigente. Magoam- se por qualquer coisa.
*Os levianos que adoram DIVERTIR-SE com os defeitos alheios e vão às sessões para DEBOCHAR de tudo o que vêem à sua volta.
*Os que gostam mesmo de MISTIFICAR (Mentir, enganar) porque não acreditam estar incorporados por serem CONSCIENTES (em maior ou menor grau).
*Os que não têm tato com o público, sendo grosseiros, impacientes, brutais e desumanos.
*Os que mesmo não encontrando problemas, não se importam de chegar atrasados ou de faltar as sessões. Muitos deles trocam uma sessão por qualquer festa do bairro, nos fins de semana.
*Os que comparecem ás vésperas de festas de terreiro apenas para divertir-se. Durante o ano inteiro desaparecem.
*Os que não encontrando-se em condições físicas ou psíquicas, resolvem INCORPORAR de qualquer jeito, criando o hábito da mistificação (mentir, enganar)
*Os que julgam melhores porque são mais antigos e experientes ou porque são jovens e de "cabeça aberta" achando ambos terem toda a verdade do mundo.
*Os excessivamente tímidos, nunca permitindo uma incorporação completa.
*Os ligados a ESPIRITOS SOFREDORES e nunca percebem estar precisando de tratamento espíritual (os outros é que precisam).
*Os que se fecham em suas casas, implantando a desconfiança em seu coração.
*A pior qualidade: os que não desejam aprender porque tudo sabem, esquecendo-se de que são membros ativos de um complexo físico e espíritual.
Quanto ás boas qualidades de um médium, cabe apenas uma recomendação: o desejo sincero de não ter todos os vícios acima e lutar sinceramente contra eles.
FONTE: UMBANDA: CRENÇA, SABER E PRÁTICA MIRIAM PRESTES (MIRIAM DE OXALÁ) EDITORA PALLAS
Escrito por Mestre Fabiano às 10h07
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EXU, O GUARDIÃO DO TERREIRO
0s guardiões do terreiro, Entidades de segurança nos Templos de Umbanda
Temos que começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Vamos a partir de agora ver o Exú e a Pomba Gira como aquela polícia que guarda e toma conta das ruas obedecendo sempre uma hierarquia de comando, que é o Exú chefe do Terreiro, e acima dele os guias chefes da Casa. Podemos também ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a "sujeira". Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido.
E as Pomba-giras seriam as "margaridas" mulheres que trabalham também na limpeza de nossas ruas e nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm "para arranjar casamento" ou o que é pior, para desfazer casamentos... Isto é uma coisa absurda e vulgar... O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.
O que é esse lixo?
Nossos pensamentos negativos.
Nossa sociedade desigual, perversa e preconceituosa.
Nossas ações.
Nossas emoções negativa se sobrepondo a nossa capacidade de amar.
Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.
Sabendo que a religião de Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas é "A manifestação do espírito para a prática da caridade", qual a principal função desempenhada pelos Exús nos nossos Templos, Terreiros, Casas ou Centros?
Na Umbanda o Exú é uma Entidade (alma) que cuida da Segurança da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem entidades que cumprem esse papel. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral *.
A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia.
Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação.
Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas.
Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões...) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.
A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite "moça". Exú é MOJUBÁ - Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja "armar emboscadas vivendo a noite". Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião. Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo: Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas. Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo "Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas".
* Nosso Lar; Os Mensageiros, Libertação e outros (Chico Xavier)
** Loucura e Obsessão (psicografado por Divaldo Franco) e Libertação (Chico Xavier)
FONTE:
CASA BRANCA DE OXALÁ TEMPLO UMBANDISTA
Escrito por Mestre Fabiano às 09h55
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GUIAS E PROTETORES
Sendo os Orixás vibrações extremamente elevadas, acredita-se na Umbanda, que não é possível o contato direto com eles.
Por isso cada linha de Orixá, envia para trabalhar na Terra os Falangeiros e Guias, que são entidades trabalhadoras, que vem de Aruanda ajudar seus filhos, nos livrando de demandas e transmitindo bons fluidos, formando, cada Orixá, uma falange de espíritos.
A pureza, que nega o vício, o egoísmo e a ambição; A SIMPLICIDADE, que é o oposto da vaidade, do luxo e da ostentação; A HUMILDADE, que encerra os Princípios do amor, do sacrifício, e da paciência, ou seja, a negação do poder temporal... A Tríade da Umbanda!!
As três formas que simbolizam estas virtudes são as de Crianças, Caboclos e Pretos Velhos, que ainda traduzem: o Princípio ou Nascer, o Meio ou a Plenitude da Força e a Velhice ou o Descanso, isto é a consciência em calma, o abandono das coisas materiais...o esquecimento do ilusório para o começo da realidade.
Os ocupantes das formas que revelam um Karma limpo, uma iluminação interior, é que são chamados a cumprir missão na Lei de Umbanda, e por seus conhecimentos e afinidades, são ordenados em uma das Três Formas já citadas... velando assim suas próprias vestimentas karmânicas. Esta metamorfose é comum aos que tomam a função de Falangeiros de Orixás ou Guias que assim procedem, escolhendo por afinidade uma dessas formas em que muito sofreram e evoluíram numa encarnação passada.
De acordo com o pesquisador Camille Flammarion, cada falange é composta de cerca de 400.000 espíritos que se apresentam com o nome do chefe da falange. Assim, a falange do caboclo Pena Branca, por exemplo, é composta de 400.000 entidades que se apresentam nos terreiros com esse nome. Isso explica porque podemos encontrar entidades de mesmo nome atuando em locais diferentes à mesma hora, ou até mesmo no mesmo local.
As entidades trabalham em multiplicidade, cada uma conservando o nome e as características do chefe da falange que compõem. Essa explicação também se aplica aos Pretos Velhos, Crianças, Exus e Pombagiras.
Fonte: http://www.ceurubatan.hpg.ig.com.br/dicas.html
Escrito por Mestre Fabiano às 09h48
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RITUAIS UMBANDISTAS
Charutos e Cachimbos: Assim, à primeira vista, pode parecer incoerente uma entidade de luz "fumar" um cachimbo ou charuto. E seria, se realmente fumassem. Mas não fumam. O q fazem é utilizar os elementos das ervas, juntamente com o elemento ígneo (fogo) e aéreo (ar, para desestruturar larvas, miasmas e bactérias astrais q muitas vezes estão presentes na aura - para simplificar - do consulente. É como se fosse uma defumação dirigida. O uso deste material ainda é imprescindivel na maioria do Terreiro. É, caro irmão de fé, nossa Terra ainda é um grande hospital e, para cada doente, há um tipo de remédio.
Guias e Talismãs: As guias são escudos de defesa - como pólos de irradiação ou pára-raios - q impedem o médium de ser atingido por vibrações pesadas, por conter elementos naturais de atração e repulsão de cargas negativas. Os Mentores nos ensinam q, pelo fato de os espíritos momentaneamente encarnados e, mesmo alguns desencarnados, não conseguirem enxergar as Entidades, dirigem toda classe de pensamentos aos médiuns, sobrecarregando-os. O uso das guias de vibração é de inestimável valor aos médiuns. Diferentemente dos Talismãs, as guias são usadas apenas nas consultas e nos trabalhos espirituais. São feitas de materiais encontradas na natureza e em quantidades e qualidades definidas pelos Mentores, a depender da necessidade do médium. Os materiais usados são os q compõem os 3 reinos da natureza (o Vegetal, o Mineral e mais raramente o Animal - búzios, conchas, etc -). As peças de uma guia devem ser múltiplos de 3, 7 ou 9. Para montar uma guia deve-se estar tranqüilo e num lugar calmo. Os Talismãs por sua vez, são de uso diário e, quase sempre, confeccionado de maneira personalizada. Ambos, porém, precisam ser imantados, pois do contrário, servirão apenas como enfeites. Desta forma, as guias e talismãs reforçam a aura da pessoa q o utiliza, vitalizando-a com energias positivas e tornando-se escudo repulsivo de cargas negativas.
Roupas Branca: Dentre várias explicações, destacamos as mais coerentes para o uso da roupa branca. O branco é a cor de Oxalá, q é o regente da fé no ritual de Umbanda, logo, como a fé é o mistério de religião por excelência, o plano astral tem estimulado o uso de paramentos brancos. o simbolismo da veste branca é bem visível, além de permitir a uniformidade da corrente mediúnica. O branco é uma cor irradiante, não absorve energias negativas do ambiente nem das pessoas, também simboliza limpeza, pureza e paz, além de proporcionar aos médiuns uma sensação de leveza. O branco também favorece a mente, estimulando pensamentos puros e sublimes. Pelos motivos citados verificamos a importância do uso da roupa branca nos Centros de Umbanda. Assim sendo, o médium deve zelar por sua roupa, guardando-a separadamente das outras. A lavagem também deve ser feita separadamente. O médium jamais deverá ir ao Centro vestido com a roupa da Gira, mas sim vesti-la quando chegar ao Centro.
Assovios, brados e pontos cantados: Freqüentemente vemos as entidades emitir certos assovios e brados, assim q incorporam ou quando estão dando um passe. No caso, os brados emitidos no momento da incorporação, são como mantras, palavra vibrada q canaliza para o médium certa classe de energia, dependendo da linha da Entidade atuante, q se misturam à aura do médium, equilibrando-o, regularizando o fluxo e equilibrando os chacras principais q serão utilizados na incorporação, permitndo q o Mentor possa atuar claramente no aparelho. Os assovios não são diferentes, as Entidades da Sagrada Corrente de Umbanda conhecem bem a magia do som ou a doutrina mântrica e a utilizam segundo a necessidade e a tônica vibratória a q pertencem, tudo visando promover a harmonia dos espíritos por Elas tratados. Assim, quando virem uma Entidade bradando ou assoviando, já saberão q ali está ocorrendo uma terapia e q, portanto, há ciência e fundamento. Os pontos cantados, comuns nos Terreiros, sejam de quaisquer graus, são mantras codificados, q expressam a fé, o misticismo e a magia. Os pontos cantados são verdadeira preces e invocações, q geram energias positivas, facilitando a incorporação e induzindo todos à espiritualidade. Procure entoar os pontos cantados adequadamente, sentido-os e não apenas cantando-os, sinta-os em sua alma.
Palmas: Se cadenciadas e ritmadas, as palmas criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizado no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vibrarem na mesma sintonia.
Estalar os dedos: Uma das explicações para o "estalar dos dedos" das Entidades é a ativação do chamado Monte de Vênus - aquela parte gordiha da mão - ligada à sensibilidade. Assim, quando estalam os dedos, as Entidades estão, em verdade, impulsionando o corpo astral do médium, facilitando e ajustando-o para a incorporação, e mesmo manipulando determinadas correntes em benefício do aparelho mediúnico ou do consulente. Um mecanismo bastante conhecido ocorre quando as Entidades batem no peito. Fazem isso no plexo cardíaco, ativando o núcleo de energia da região e visando equilibrar emocionalmente o médium. ATENÇÃO: as batidas no peito - ou em quaisquer outras regiões - são fracas e nunca devem machucar ou deixar avermelhado o corpo físico. Pode acontecer, às vezes por vaidade ou pouca doutrina, q o médium se exceda, o q não parte absolutamente da Entidade e sim do médium.
Os pés descalços: Em muitos Terreiros de Umbanda todos os médiuns e consulentes entram de pés descalços para q haja a desimpregnação (limpeza) das correntes negativas - o chamado "efeito terra" ou de descarga. A terra é um absorvente natural de cargas energéticas, e por isso facilita na limpeza da pessoa q está sendo assistida. Esse é um dos motivos pelo qual alguns Terreiros são de terra batida, cobertos com areia de praia ou com folhas. Também não podemos nos esquecer q os sapatos trazem sujeira da rua, não só física como eventualmente astral.
Defumação: É a queima ritualística de certas ervas ou essências sólidas. Na verdade, a defumação, produz efeitos surpreendentes. Temos o hábito de dizer q a defumaçaõ neutraliza, dissipa e limpa do corpo físico aquilo q "água e sabão não tiram". Sim, pois a higiene física é indispensável, mas a defumação interpenetra o campo astral, o campo mental, a aura, purificando-o, limpando-os, trazendo o equilibrio e a harmonia do corpo e da mente.
Oferendas: é, antes de tudo, magia e não apenas o simples ato de agradar, presentear ou louvar uma Entidade ou Orixá, as oferendas estão ligadas às forças da natureza e, por isso, quando é feita, oferta-se aos Orixás, Elementares da natureza e/ou às suas Entidades. As oferendas têm alto poder energético e o indivíduo q a faz é vitalizado pelos Orixás, Elementares e suas Entidades. As oferendas devem conter elementos LÍQUIDOS, SÓLIDOS E GASOSOS. Os líquidos podem ser determinadas bebidas leves, os sólidos são aqui representados pela própria oferenda em si, tal qual também uma fruta, vegetal, etc, os elementos gasosos são representados pela evaporação, como o fumo em forma de charutos e cigarros. Outro elemento importante é o ÍGNEO, representado pelo fogo da chama das velas. O irmão de fé não pode confundir oferenda com sujeira e baixa vibração, devemos respeitar as leis da natureza, evitando fazer oferendas q contenham SANGUE OU ANIMAIS MORTOS. Isso agride a natureza e não reverte em boas vibrações ao médium. Existem lugares apropriados para a entrega das oferendas.
FONTE: SOCIEDADE ESPIRITUALISTA CABOCLO MATA VIRGEM
ESTUDOS SOBRE A UMBANDA
Escrito por Mestre Fabiano às 09h43
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Cada um de nós terá seu próprio UMBRAL
Trata-se de um estado de perturbação natural, que dependendo do grau de evolução do Espírito, poderá perturbar por horas, dias, meses ou anos.
Onde fica o espirito que está no UMBRAL?
Ele poderá estar em qualquer lugar da erraticidade. Logo após deixar o corpo, o que se dá práticamente logo após a falência do corpo físico (exceto no caso de suicídio), o Espirito ganha liberdade, no entanto, precisa desencarnar, ou seja, livrar-se das dependencias materiais que a estada no corpo físico lhe criou.
Existem os que são avarentos, os viciados em drogas, ou até mesmo em trabalhos que realizavam quando vivos, alem daqueles que viviam estacionados em termos de progresso moral, assassinos, etc.
Ocorre que o perspirito de quem "desencarna" ainda é muito denso para estar apto moralmente a conviver com outros Espiritos em níveis mais elevados.
Então o Espirito é socorrido e levado para um dos diversos prontos socorros Espirituais, os quais se acham localizados tanto na crosta do planeta quanto nas proximidades, um pouco antes da IONOSFERA.
Todos são socorridos, mas nem todos são encaminhados às Colonias, aonde somente se chega por merecimento.
RESUMO:
Não existe UMBRAL físico, mas sim, um estado de perturbação que se segue logo após o Espirito deixar o corpo.
Devido a densidade do Perispírito, eles ficam na crosta do planeta ou nas proximidades, por isso se diz que o UMBRAL fica próximo à crosta do planeta e tem-se a idéia de que é um lugar físico, mas não é.
O curso natural é o Espirito ser encaminhado às Colonias após sair do período de perturbação.
Nas Colonias, que existem aos milhares em torno do planeta o espírito passa a desfrutar da verdadeira vida espiritual, o que não quer dizer que isto não ocorra fora delas.
Todos passaremos pelo UMBRAL, muito embora seja diferente para cada um.
AUTOR DESCONHECIDO...
Escrito por Mestre Fabiano às 17h38
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Exu não é o Diabo... O Diabo tá dentro de cada UM!
Quando Exú ou Pomba-gira pede algo em troca, não é nescessáriamente algo material.
Chega uma pessoa e pede um trabalho, exú responde que faz e pergunta, vai poder me pagar? Ou seja vai aguentar a carga? Pq exú tá ali pra fazer o bem, isso depende da pessoa que tá pedindo, depende do coração e da alma de qualquer pessoa, tanto na Umbanda, no Catolicismo ou em qualquer outra religião.
Além disso, vai do médium fazer o trabalho ou não, cabe ao médium e somente ao médium evoluir suas entidades, pq a entidade diz que faz, mas cabe ao médium consumir o fato, ou seja realizar o trabalho.
Quem na verdade fica em débito? O médium e a pessoa que pediu o trabalho.
Conheço uma história:
Uma mulher chegou pra uma cigana e perguntou, quebra o braço daquela pessoa pra mim? A cigana respondeu que quebrava até os dois se ela quisesse, em seguida perguntou: Mas tu vai ter condições de me pagar? Pq eu to aqui pra trabalhar, tanto pro bem e pro mal, mas se queres fazer o mal, vai receber o mal!
Exú é nescessário, e muito! São eles quem nos guarda das coisas mais pesadas, eles é quem cuidam da nossa segurança, são eles quem cuidam das nossas portas.
Tá faltando respeito com essas entidades, devemos também ter exú no coração, e ressaltando que cabe somente ao médium evoluir sempre a sua entidade!
Escrito por Mestre Fabiano às 08h25
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Oração aos Orixás
Deus salve o Grito do grande Rei Xangô, que expulsa de nosso meio médiuns mentirosos e charlatões!
Deus salve a Espada de Ogum, que corta de nossos caminhos os que alimentam o ódio e a inveja!
Deus salve a Flecha de Oxossi, que mata o pássaro da maldade e da traição!
Deus salve as Águas de Oxum, que lava nossos caminhos da mentira e da falsidade!
Deus salve os Ventos de Iansã, que expulsa os que alimentam pensamentos de promiscuidade e infidelidade!
Deus salve as Águas de Iemanjá, que lava nossos terreiros dos que alimentam a falta de amor e respeito ao próximo!
Deus salve as Chuvas de Nanã, que trazem o peso da responsabilidade, afastando os ociosos e oportunistas!
Deus salve o Cajado de Omulu, que expulsa as doenças do egoísmo e da desordem!
Deus salve Nosso Pai Oxalá, salvaguardando nossa Umbanda daqueles que ainda não conhecem o verdadeiro sentido da caridade!
DEUS SALVE A NOSSA UMBANDA! … E não desampare os que ainda se arrastam pelos caminhos da ignorância e da hipocrisia.

Escrito por Mestre Fabiano às 16h24
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Sou Umbanda
Sou a fuga para alguns, a coragem para outros.
Sou o tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas.
Sou o cântico que chama ao convívio seres de outros planos.
Sou a senzala do Preto Velho, a ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé, a encruzilhada do Exu, o jardim da Ibejada, o nirvana do Indu e o céu dos Orixás.
Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exu; o cigarro da Pombo-Gira e o doce da Criança.
Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua.
Sou o sorriso e a meiguice de Maria Conga e de Cambinda; a traquinada de Mariazinha e Doum e a sabedoria de Urubatão.
Sou o fluído que se desprende das mãos do médium levando a saúde e a paz.
Sou o isolamento dos orientais onde o mantra se mistura ao perfume suave do incenso. Sou o Templo dos sinceros e o teatro dos atores.
Sou o mistério, o segredo, sou o amor e a esperança. Sou a cura. Sou de ti. Sou de Deus.
Quem eu sou? Umbanda.
Escrito por Mestre Fabiano às 16h21
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